Dia dos namorados,
motivo de comemoração para alguns e tristeza para outros. Quem encontrou sua
cara-metade, sua alma gêmea, sua metade da laranja vai curtir juntinho, olhos
nos olhos, talvez até fazendo planos para o futuro. Já quem está sozinho, por
descuido, opção ou porque perdeu um relacionamento, se esforçará para esquecer
a data ou celebrará com amigos igualmente solteiros. Alguns, quem sabe, vão
sair na tentativa de encontrar seu amor ou pelo menos uma companhia, que
ninguém é de ferro.
Hoje o amor é
múltiplo, tem as regras que cada um inventa: relações monogâmicas, abertas, com
e sem prazo de validade, com iguais e diferentes, em todos os sentidos, com
paixão, com amizade, com raiva, com calma, com ciúme, com posse, com
desprendimento, enfim, com intensidades diferentes. Amor de pais, de filhos, de
irmãos, de amigos, amor pela humanidade e pelos animais, mas aqui se trata do
amor que dá frio na barriga, faz o coração bater mais forte, com vontade de não
largar e de sonhar junto. Sentimento e desejo que muitos escancaram e outros
não confessam, porque não podemos esquecer o amor platônico.
O amor nem sempre teve
tantas faces, ao menos publicamente, pois quem há de ter testemunhado o que
acontece entre quatro paredes ao longo dos tempos? Se hoje ele é falado, exposto
e perseguido despudoradamente, antes já foi casto, tímido e resguardado. Foi e
ainda é o personagem principal de romances e filmes, que deixa todo resto como
coadjuvante, porque, afinal, é ele que torna a vida excitante e move o mundo,
cria arte, ciência e esperança.
Neste dia de flores,
chocolates e presentes, beijos, abraços e promessas, desejo aos sonhadores e aos
de pé no chão, românticos e práticos, passionais e tranquilos, de único ou
vários amores, escandalosos ou silenciosos apenas uma coisa: que amem sempre,
do jeito que melhor puderem e quiserem, sejam politicamente corretos ou não,
porque a vida é curta demais para a gente se negar o direito de ser feliz. E
para isto, vale pedido a santo Antônio (para quem acredita), mudança no visual,
na atitude e nos planos e, principalmente, fé no amor.
E, uma última dica:
fujam das metades, procurem uma pessoa inteira.






