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domingo, 28 de agosto de 2011

Notícias de beleza e saúde

Nos Estados Unidos, uma brasileira de 39 anos morreu um dia após se submeter a cirurgia plástica para aumentar os seios. Mãe de três filhos, ela era imigrante e começou sua própria empresa de limpeza e, segundo amigos, resolveu fazer a cirurgia para ficar mais bonita ao chegar aos 40 anos. Uma autópsia seria feita para determinar a causa da morte. O médico responsável pelo procedimento não teve registrados problemas criminais, disciplinares ou de tratamento inadequado de pacientes nos últimos dez anos.
No Brasil, uma mulher faleceu após se submeter a cirurgia plástica. Descobriu-se que o médico que a operou responde a processos por mutilação de pacientes, reutilização de próteses de silicone e outros erros. Há outro caso de médico sem especialização em cirurgia plástica responsável pela morte de várias pacientes. A imprensa denuncia no calor do momento e depois o fato é esquecido, ou substituído por um mais recente, como nos casos de mortes de mulheres que se submetem a aplicação de botox e outras substâncias por cabeleireiros e esteticistas em clínicas clandestinas.
Edição recente de uma revista de circulação nacional publica matéria sobre cirurgia plástica, usando famosas como exemplos de procedimentos bem-sucedidos. É um passo-a-passo do que fazer no corpo e no rosto a partir dos 40 anos, incluindo espaço de tempo entre os liftings, um calendário de repaginação. À primeira lida, não parece tão ruim.  Até que se pensa sobre a banalização da questão, percebendo-se a falta de informações sobre os riscos, afinal, trata-se de cirurgia.
A última notícia diz respeito a quatro atrizes. Três delas, Kate Winslet, Emma Thompson e Rachel Weisz, decidiram fazer campanha contra a cirurgia plástica e criaram a Liga Britânica Anticirurgia Plástica. Seus alvos são as atrizes de Hollywood de expressão congelada que querem rejuvenescer a qualquer custo. A quarta, Jennifer Hudson, declarou que se orgulha mais por ter emagrecido 36 quilos do que por ter ganho o Oscar. Ela pode ter sido mal interpretada, sua declaração pode ter sido tirada de contexto. Ou a obesidade lhe trouxe tanto sofrimento que a perda de peso foi uma vitória maior que o reconhecimento de seu talento.
As notícias relacionam-se por abordar a questão estética, privilegiando desde a sensação de que é possível trapacear com o tempo, ser uma mulher atenta à aparência e valorizá-la como se deve, basta querer. Pouca atenção é dada às questões psicológicas envolvidas e a importância dada à aparência em detrimento da saúde.  

 

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